LULA: NOSSA TRAGÉDIA GREGA

14/10/16 | Roberta de Angelis | Política

Hoje vou me valer e emprestar do conhecimento aristotélico para tentar analisar o que é o LULA; no ensaio de estudos do filósofo grego Aristóteles denominado “Política”, ele faz grandes reflexões sobre oque viria a ser concretamente o Estado na humanidade.

Impressionantemente atual, ele conclui que a natureza arrasta instintivamente todos os homens para a formação de uma associação política, sendo o cidadão aquele virtuoso, que de uma forma ou de outra exerce sua função política na sociedade.

O homem político por si só, seja de uma maneira pessoal ou coletiva de ocupar-se dos interesses gerais ou comuns; e desta formação humana é que acabam por surgir os “Políticos” propriamente ditos.

Aos políticos ou politizados se impõe de acordo com as sociedades a que pertencem, formas de exercício desta política, formas de governo e gerenciamento do Estado e dos membros deste Estado.

Na Democracia o povo é soberano, ou pelo menos deveria ser; na Oligarquia, a minoria detentora do poder é composta pelos “mais fortes, mais ricos ou mais armados”; a Demagogia se encarrega de na teoria dar poder aos “pobres”, e na Tirania o único fim em si mesmo é a figura do próprio Tirano (ditador ou monarca em outras palavras).

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Concluímos, como conclui Aristóteles, que mesmo na democracia; em nenhuma destas formas o pensar é no interesse geral.

Tais constatações nos fazem promover um paralelo à figura do ex presidente Luis Inácio LULA da Silva (nunca antes na história deste País com tanta evidência), e concluir que ele em si consegue carregar todas as características de todas as diferentes formas de governo estudadas por Aristóteles, vejamos:

Ao ser um perfeito demagogo no sentido de  ter manipulado a massa popular, com promessas e enganações sociais e econômicas que como sentimos na pele hoje ruíram em uma das piores recessões que enfrentamos na história; apenas para chegar e se perpetuar no Poder, LULA com seu discurso “carismático” aliciou o eleitorado mais ingênuo e formalmente despreparado. Para Aristóteles a demagogia é a corrupção da democracia.

Chegando ao poder, LULA foi o maior aliado das oligarquias brasileiras, tendo traído todas as razões que o levaram ao poder pelo voto popular, como escudo e base para a formação das bancadas majoritárias no legislativo, o maior “Coronel” do Nordeste, quiçá do Brasil – José Sarney e seus seguidores, além dos grandes clãs que comandam a economia brasileira, prova disso são os escândalos revelados de beneficiamento das maiores riquezas por meio da corrupção, nunca antes na história deste País um governo roubou tanto em benefício da minoria abastada.

A Tirania pôde ser exercida por LULA, reforçada pelas consequências advindas das formas acima elencadas, a exerceu enquanto presidente da república, bem como no governo de sua sucessora, sendo nítido quem mandava para valer.

LULA se autoafirmou como verdadeiro “Deus” entre os homens, elevando-se acima de todos nós, os reles mortais, ditador das regras aos seus numerosos aliados, correligionários, partidários, ou os cegos de toda forma, cegos pelo poder, pelo dinheiro, cegos da verdade.

O resultado da conjunção destas características levou às mazelas que experimentamos hoje, um apanhado de iniquidades e injustiças sociais, um povo enganado e abandonado.

Porém, esta tirania de demagogo oligárquico cedo ou tarde lhe condenaria ao banimento social como todo o ostracismo político; a moral e os homens virtuosos que ainda conseguiam imparcialmente exercer sua função crítica se sobrepuseram ao poder individual da máquina pública, e hoje a sociedade brasileira tenta devolver a soberania a quem deve pertencer, senão a justiça e as leis fundadas na razão humana consciente.

Devidamente salientados pelo próprio Aristóteles, e conscientes de que as leis são necessariamente boas em governos “puros” e viciosas nos governos “corruptos“, não podemos deixar de ser vigilantes, pois a história já nos mostrou que os tiranos, demagogos e oportunistas sempre se renovam.

Ao LULA que deve mais cedo ou mais tarde experimentar da soberania de um novo reinado, o da “República de Curitiba”, desejamos que sinta apenas o gosto de uma democracia bem exercida, aquela que vem do povo e que busca a justiça e o bem estar deste.

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  • Vicente

    Esse discurso só acredita a elite tosca e os coxinhas pucha sacos ou seja, um discurso pra midiotas vêem!!!

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  • PAULO CLESIO DE OLIVEIRA

    O Vicente deve pertencer a essa classe de ignorantes por conta própria, e assim deve permanecer obtuso e esperançoso no cumprimento das falsas promessas de um demagogo oportunista de 9 dedos, ou quaisquer outros que porventura venham a se apresentar como sendo os Salvadores da Pátria. Parabéns Roberta de Angelis, um ótimo texto, atualizadíssimo e muito próximo da realidade. E como diz o ditado:” – Cego é aquele que não quer ver nem enxergar, e também os piores analfabetos são aqueles que sabendo ler não leem.”

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    • Roberta de Angelis Post author

      Paulo muito obrigada pela comentário, nos incentiva ainda mais a produzir verdades em um País cheio de hipocrisia. Grande abraço

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